Testemunhas de jeová - quem são.

Passagens bíblicas:
  1. Gênesis 9:3-5. "Tudo o que se move e vive vos servirá de alimento; eu vos dou tudo isto, coo vos dei a erva verde. Somente não comereis carne com a sua alma, com seu sangue. Eu pedirei conta de vosso sangue, por causa de vossas almas, a todo animal; e ao homem que matar o seu irmão, pedirei conta da alma do homem". 
  2. Levítico 7:26, 27. "E não deveis comer nenhum sangue em qualquer dos lugares em que morardes, quer seja de ave que seja de animal. Toda alma que comer qualquer sangue, esta alma terá de ser decepada de seu povo". 
  3. Levítico 17:10, 11. "Se alguém da casa de Israel, ou dos estrangeiros que residirem entre eles, tomar qualquer sangue, eu porei a Minha face contra a pessoa que toma o sangue, e a cortarei de entre seus parentes. Pois a vida da carne está no sangue". 
  4. Levítico 17:13, 14. "Ele deve derramar o seu sangue e cobri-lo de terra. Não deveis tomar o sangue de carne alguma, pois a vida de toda carne é o seu sangue. Qualquer pessoa que tomar dele será cortada". 
  5. Atos dos Apóstolos 15:28, 29. "O Espírito Santo e nós próprios revolvemos não vos impor outras obrigações além destas, que são indispensáveis: abster-vos de carnes imoladas a ídolos, do sangue, de carnes sufocadas e da imoralidade. Procederei bem, abstendo-vos destas coisas". 
  6. Atos 21:25. "Quanto aos crentes dentre as nações, já avisamos, dando a nossa decisão, de que se guardem do que é sacrificado a ídolos, bem como do sangue e do estrangulado, e da fornicação". 
As passagens bíblicas supracitadas exemplificam a base da religião denominada Testemunha de Jeová. Seus fiéis creem que Deus enxerga o sangue como a representatividade da vida e, por isso, devem se abster dele. Assim, seus seguidores religiosos evitam qualquer tipo de tratamento hemoterápico como forma de obedecer a Deus, bem como demonstrar respeito a ele como gerador da vida. Nesse sentido, são impedidas não só as transfusões de sangue total, mas também a de papas, de hemácias e de plasma, bem como de concentrados de leucócitos e plaquetas. É proibido, além disso, retirar seu próprio sangue para posterior infusão (PEDRINI E DA SILVA, 2015). Ademais, há a compreensão entre os praticantes dessa religião de que a transfusão de sangue representa um tratamento ultrapassado, tendo em vista a existência de inúmeros novos procedimentos alternativos disponibilizados pela Comissão de Ligação com os Hospitais (COLIH), uma rede multidisciplinar que recebe treinamento da Associação dos Testemunhas de Jeová. Essa entidade está presente em diversos países e auxiliam na transferência de pacientes para hospitais ou clínicas que utilizam alternativa à transfusão de sangue (CARVALHO & CAMPOS, 2016). 
De acordo com CASTRO (2007), após a Guerra Civil Americana (ou Guerra de Secessão), o sentimento de uma possível quebra do discurso nacional, em grande parte amparado pela religião, gerou uma explosão religiosa nos anos 1870, resultando no aparecimento de novas seitas, tais como os Mórmons e os Testemunhas de Jeová. Uma das explicações para esse boom seria o discurso milenarista e apocalíptico norte-americano, interpretação da Bíblia que previa o regresso de Jesus Cristo à Terra. Tal discurso foi também muito utilizado durante a Grande Depressão de 1929, entre as duas guerras mundias e na Guerra Fria. 

Em 1872, no Estado da Pensilvânia (EUA), Charles Taze Russell, com o sucesso advindo da criação da revista chamada "A sentinela", que objetivava disseminar suas ideias religiosas, decide fundar a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião. Por meio de seu proselitismo fervoroso, combatendo outras igrejas, Russell e seus colaboradores decidem espalhar fiéis por todo os Estados Unidos e, posteriormente, por inúmeros países em 1920. Á época, seus sermões eram bem disseminados na sociedade, sendo impressos por milhares de jornais. Assim nascia o que é atualmente conhecido como as Testemunhas de Jeová (CASTRO, 2007, pp. 27-33). 



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